Projeto Caora: Como o remo está transformando vidas e resgatando mulheres
No quadro Esporte É Saúde, conheça o grupo que utiliza as águas do mar para curar as marcas do câncer de mama.
Você acredita que um esporte pode ser a ponte entre um momento de fragilidade e a redescoberta da própria essência?
No quadro Esporte É Saúde, que conta com o apoio especial do IMD Medicina Diagnóstica, mergulhamos nas águas inspiradoras do Projeto Caora. Idealizado pelo gestor Fábio Paiva e com uma equipe incrível que inclui a neuropsicóloga Cristiane Valentine, o projeto oferece muito mais do que esporte para mulheres em recuperação do câncer de mama.
“Ka Ora” – Uma celebração à vida
O nome do projeto tem origem na tradição Maori e significa vida. A escolha de Fábio Paiva, inspirada no famoso grito do Haka (“Ka Ora!”), reflete com perfeição o propósito: olhar para a adversidade e gritar vitória. Com cerca de 130 mulheres participando ativamente, o grupo utiliza as remadas no mar para fortalecer a imunidade, reabilitar os músculos e promover a união.
Mas as atividades vão além da água. As “caoras” participam de sessões de pilates, percussão, dança e até reabilitação cognitiva, um trabalho desenhado pela equipe multidisciplinar para combater o esquecimento e as sequelas causadas pela quimioterapia (“chemobrain”).
Movimento de comunidade
Anualmente, o grupo realiza o Festival Caora, um evento emocionante que reúne as remadoras, simpatizantes da causa (chamadas de “ine”) e projetos convidados. É um festival focado não em competir, mas em celebrar o presente, reverenciando a força que nasce quando o esporte abraça a vida.
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