Entenda a Leucemia Mieloide Aguda (LMA)

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A Leucemia Mieloide Aguda (LMA) afeta o sangue e pode atingir pessoas de todas as idades. Especialista do Hospital IGESP destaca a importância do diagnóstico precoce.

Filha do empresário e apresentador Roberto Justus, a criadora de conteúdo Fabiana Justus, de 37 anos, anunciou recentemente que foi diagnosticada com leucemia do tipo mieloide aguda (LMA). A doença é um câncer que se origina nas células-tronco presentes na medula óssea, comprometendo a produção de células sanguíneas saudáveis e substituindo-as por células anormais que não desempenham suas funções.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 34.620 novos casos de leucemia entre 2023 e 2025, o que corresponde a 5 diagnósticos ao ano por cada grupo de 100 mil habitantes. A Dra. Gabriela Aguiar Bulhões, hematologista do Hospital IGESP, explica que a Leucemia pode ser categorizada como aguda ou crônica, com base no tipo da célula doente e a sua funcionalidade.

“A leucemia é considerada aguda quando as células jovens existentes na medula óssea – os blastos – sofrem mutações, não conseguem amadurecer e passam a se multiplicar de forma descontrolada, causando uma enfermidade agressiva e com rápida evolução. Nesses casos, o tratamento quimioterápico deve ser iniciado de forma imediata.”, pontua.

“Já a leucemia crônica ocorre quando a alteração acontece em células mais maduras. Nesse caso, a doença costuma evoluir mais lentamente, com complicações que podem levar meses ou anos para serem identificadas. Alguns tipos, como a Leucemia Linfocítica Crônica, podem inclusive não ser realizado tratamento específico se o paciente não apresentar critérios para isso”, acrescenta.

No caso da Fabiana Justus, diagnosticada com Leucemia Mieloide Aguda (LMA), a agressividade da doença demanda uma abordagem terapêutica rápida e eficaz. “A LMA é caracterizada pelo crescimento descontrolado de células mieloides imaturas na medula óssea, resultando na substituição das células sanguíneas normais. Este tipo de leucemia exige diagnóstico precoce, para que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível e, assim, aumente as chances de cura. Em alguns casos, é indicado também o transplante de Medula Óssea Alogênico após a quimioterapia.”

Sintomas, diagnóstico, causas e tratamento da Leucemia Mieloide Aguda

A especialista do Hospital IGESP destaca que, além dos riscos de desenvolver infecções pela fragilidade do sistema imunológico, a leucemia compromete a produção de glóbulos vermelhos e plaquetas, o que pode levar a anemia, hematomas ou sangramentos. Alguns dos sintomas mais comuns são: febre, fraqueza, anemia, infecções, sangramentos, dor óssea e aumento dos gânglios linfáticos, baços e fígado.

Para identificar a possibilidade da doença, é feita a análise do sangue inicialmente pelo hemograma. No caso de o exame apresentar alterações indicativas da doença, o paciente deve ser submetido ao estudo da medula óssea, com o Mielograma e a Imunofenotipagem da Medula Óssea, para confirmar o diagnóstico.

Em relação à causa da doença, a Dra. Gabriela explica que o surgimento está relacionado a alterações moleculares/mutações nas células-tronco. “Alguns fatores de risco podem ser identificados, mas não existe uma explicação exata para essas alterações genéticas. Essas alterações fazem com que as células se tornem disfuncionais, causando o desenvolvimento do câncer.”

Já o tratamento, especialmente para a Leucemia Mieloide Aguda (LMA), é feito em duas etapas: indução de remissão e consolidação. “A etapa de indução é feita com o objetivo de destruir o maior número de células cancerígenas, que envolve o tratamento intendo de quimioterapia venosa que é feito durante a internação hospitalar. Já a segunda etapa é iniciada quando o paciente entrou em fase de remissão (quando a doença não aparece nos exames). Com a doença controlada, as sessões de quimioterapia de consolidação são feitas pra combater os focos residuais da doença, eliminando-a por completo. Além disso, paciente elegível, o Transplante de Medula Óssea pode ser necessário como parte do tratamento, conforme a avaliação de cada caso”, finaliza.


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